Admito: comecei a ler na casa do meu irmão porque conheci o Jung na redação da rádio CBN. E exatamente por trabalhar com ele, tudo ficou muito pessoal na leitura. Algumas descrições da redação, que é minha segunda casa, mexeram mais com o coração que com o profissional.
Para quem procura uma obra concisa, que conte a história do rádio e do radiojornalismo brasileiro, é um prato cheio. As caixas cinzas com dicas sobre linguagem e temas relacionados ao bom jornalismo podem ser usados não só no veículo do título.
Interessante como é possível ouvir a voz do autor famoso em toda a leitura: Jung utiliza a linguagem radiofônica para falar a seu leitor, mesmo no papel.
O livro pode ser um bom começo para quem quer se iniciar na linguagem de rádio, ainda que não se aprofunde no tema como se poderia esperar do âncora do CBN São Paulo. É uma leitura tranquila, que faz querer saber mais.