Comprado em outubro de 2009. Finalizado em 2 de novembro de 2010, às 20h20.
Editor da revista "Wired", Anderson estudou um fenômeno econômico que tomou força com a internet: é possível obter lucro fora dos produtos que vendem milhões de unidades. A Cauda Longa é formada por milhões de produtos que vendem pouco, mas que, se somados seus valores, acabam rendendo muito. Sai-se da necessidade de grandes hits (cabeça curta) para a ideia de que tudo o que é produzido pode ser lucrativo.
Três forças movem a Cauda Longa, como visto na página 55 da obra:
1) Democratização da produção: qualquer pessoa pode produzir algo atualmente, as ferramentas já não estão apenas nas mãos das grandes empresas.
2) Demorcratização da distribuição: com a internet, o que é produzido pode ser distribído facilmente, seja pelo próprio produtor ou por empresas como a Amazon, o iTunes, o eBay, por exemplo.
3) Ligação da oferta e da demanda: da mesma forma que há quem produza de tudo para todos os nichos, os consumidores passam a ter força de filtros, pois sugerem o que é bom e o que não é e excluem o que não presta.
A dúvida que fica é quando se diz que, com a internet, a distribuição é sempre muito barata, pois tudo não passa de mover alguns bits. Quem move bits são seres humanos e para eles existirem, continua a existir a necessidade de forças criadoras e de quem coloque a logística para funcionar. Portanto, dizer que tudo sai de graça pode ser bastante perigoso.
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