segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL - Daniel Goleman

Confesso que peguei o livro com muito preconceito. Encarava como se fosse autoajuda. Foi uma surpresa descobrir que Goleman é realmente um pesquisador, que escreve sobre como os sentimentos são vistos sob a luz da neuropsiquiatria. E o quanto os sentimentos influenciam no que aprendemos e em nossas respostas.

Sinceramente, foi uma das obras mais úteis que chegaram as minhas mãos nos últimos tempos. Controlar a ansiedade, a tristeza, o medo sempre foi muito difícil para mim. Faltavam-me estratégias emocionais para pôr a cabeça e o coração no lugar depois que uma das emoções entravam em campo. Com o que li, melhorei um pouco já. Não, ele não ensina técnicas de relaxamento, não explica como mudar nada. Apenas faz com que constatemos o que sentimos e pensemos sobre isso. Ao racionalizar as emoções, somos capazes de lidar melhor com elas.

Vale a leitura, ainda que as longas explicações sobre o que acontece no cérebro cansem um pouco.

1808 - Laurentino Gomes

Quando comecei a leitura, fiquei presa. Afinal, rever História do Brasil como se fosse ficção é divertido. Contudo, com o tempo, comecei a ficar entediada. Em determinado momento, o ritmo do livro cai a tal ponto que lê-lo dá sono.

É importante notar que a leitura deveria ser obrigatória, por mais chata que seja. Com a análise feita, é possível entender muito do que acontece no Brasil até hoje. Perceber o quanto Dom João VI era corruptível, preguiçoso e medroso com relação à modernização do país serve como guia sobre quem são nossos políticos e por que eles agem da forma como agem.

Enfim, como referência, é interessante. Como leitura para lazer, nem tanto.